.
.
nas marcas invisíveis
sobre o tempo que não findou
enxergo o que ninguém vê
é meu
e não sei onde guardar
somos condenados
a dor é vício
ofício
eu grito:
porque por aí vagam meus olhos de cigana?
também suplico
um caminho mais tranquilo
mas fecho os olhos
escuto aquela melodia
vejo sol de domingo
crianças correndo
sonhos infindáveis
instead
paro por aqui
sei que vou olhar aquela mesma estrela
e perguntar tudo aquilo
pra ver se ela me traz aqueles sons
que antes ela sempre trazia
na época em que a lua me entendia
.
.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
2409091927
subir e descer,
cair e levantar,
cair e levantar,
ausência e presença.
um lugar é só um lugar.
que é seu enquanto você ocupa.
isso vale para uma cadeira
e para um coração.
por isso não me preocupo com aqueles que outros ocuparem.
Os que verdadeiramente importam,
estarão sempre lá,
reservados pra mim.
lembrança: ani l'eahov at
"ficou tudo fora do lugar
café sem açúcar
dança sem par"
não sei entender
muito menos meu pulmão que aperta o dia todo, prende a respiração.
.
será que você merece?
se eu duvido, tem que haver motivo em algum sentido.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
.
além
o sol nem tinha se posto
e eu vi,
eu vi
o poeta em seu pássaro
voando a rua
com um coração sangrando na mão
fugindo pra longe de onde não consegue estar
levando seus poemas medrosos
seus sentimentos duvidosos
que dançam no poema
pra impressionar quem?
se foges
mentes
e aqui não
aqui
amanhã já é primavera
e as flores renascem desde que
decidi ver o intangível
o amor era intocável
porque talvez não fora
as amoras despontam
e eu sinto saudade
muita
além
.
além
o sol nem tinha se posto
e eu vi,
eu vi
o poeta em seu pássaro
voando a rua
com um coração sangrando na mão
fugindo pra longe de onde não consegue estar
levando seus poemas medrosos
seus sentimentos duvidosos
que dançam no poema
pra impressionar quem?
se foges
mentes
e aqui não
aqui
amanhã já é primavera
e as flores renascem desde que
decidi ver o intangível
o amor era intocável
porque talvez não fora
as amoras despontam
e eu sinto saudade
muita
além
.
domingo, 20 de setembro de 2009
2009091520
eu disse uma vez
jaz aqui um amor
vivo ou não,
delírio duplo
espíritos que tentam se aquietar num corpo só
alma que não sustenta
tamanho equilíbrio sereno
de quem ama atenta
e percebe como apaziguar todo um suspiro
num instante só
na bemaventurada cama que durmo
nasço todos os dias com saudade do amanhã
eu olho do centro do mundo
os desejos incomuns que te cercam
e me alegro por poder dançar livre
no ritmo que meu corpo pede
ocupo exatamente o lugar que me cabe
mas espaçosa prá caber
ultrapasso até onde posso
porque o cheiro que sai dos meus poros acesos
fica em você por tempos,
permanece
hoje muito cedo eu vou pirar
e pensar tudo num tempo sóMy wild love is crazy.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
1609092202
me deito com meu silêncio
faço amor com minha solidão
sofro
mas me descubro
gosto do gosto azedo
dessa descoberta
me descubro
na cama semi descoberta
sinto o gosto do sal:
é inevitável...
faço amor com minha solidão
sofro
mas me descubro
gosto do gosto azedo
dessa descoberta
me descubro
na cama semi descoberta
sinto o gosto do sal:
é inevitável...
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Ella
confessa em cada noite que nasce
os piores pecados que carrega entre as pernas
não resta nem o charme
seu cigarro de mama cadela
transpira suor barato e
no solado surrado do tamanco velho
um chiclete grudado
que salva a sua boca suja
num momento qualquer de aperto
os piores pecados que carrega entre as pernas
não resta nem o charme
seu cigarro de mama cadela
transpira suor barato e
no solado surrado do tamanco velho
um chiclete grudado
que salva a sua boca suja
num momento qualquer de aperto
terça-feira, 18 de agosto de 2009
1708092130
neste céu que me cobre
no dorso desta noite que me envolve
estou deitada na iminência do pensamento
permito que agora
eu me encontre com meu silêncio
a rosa não
c
a
i
p
l
a
i
n
a
no vento
abrindo um mar inteiro de acolhimento
vejo retalhos de lua minguante
o encontro exato
pontual no leito
nestes dias de ritmo manso
tenho os dois pés sobre flores
no dorso desta noite que me envolve
estou deitada na iminência do pensamento
permito que agora
eu me encontre com meu silêncio
a rosa não
c
a
i
p
l
a
i
n
a
no vento
abrindo um mar inteiro de acolhimento
vejo retalhos de lua minguante
o encontro exato
pontual no leito
nestes dias de ritmo manso
tenho os dois pés sobre flores
domingo, 9 de agosto de 2009
agoraesemdemora
sob qualquer chão
pisando em qualquer noite
mirando qualquer estrela
cantando pra qualquer lua
tudo é
agora e sem demora
quando se trata de você
pisando em qualquer noite
mirando qualquer estrela
cantando pra qualquer lua
tudo é
agora e sem demora
quando se trata de você
terça-feira, 7 de julho de 2009
Um Banco
já sei que
quem olha de longe
eu, meu óculos, meu cigarro
no centro do banco
[só] lendo algum livro
enxerga solidão
quem olha de longe se engana
se olhar de perto estranha
mas
se olhar pra dentro descobre
minha imensidão
quem olha de longe
eu, meu óculos, meu cigarro
no centro do banco
[só] lendo algum livro
enxerga solidão
quem olha de longe se engana
se olhar de perto estranha
mas
se olhar pra dentro descobre
minha imensidão
sexta-feira, 26 de junho de 2009
UmSó
no piscar de uma estrela
um rio de sensações
corria entre nós
nos via dançando
ardentes e mudos
denunciava a respiração
ora ofegante, depois suspiro leve
nesta noite ganhamos o infinito
no momento eterno desse olhar
tirei uma foto dessa expressão
te disse: essa eu não conheço
você com olhos densos
piscou de um olho só
pintei essa expressão
na face da nossa noite
cor e sabor
uma grande alquimia
nossa
um rio de sensações
corria entre nós
nos via dançando
ardentes e mudos
denunciava a respiração
ora ofegante, depois suspiro leve
nesta noite ganhamos o infinito
no momento eterno desse olhar
tirei uma foto dessa expressão
te disse: essa eu não conheço
você com olhos densos
piscou de um olho só
pintei essa expressão
na face da nossa noite
cor e sabor
uma grande alquimia
nossa
segunda-feira, 22 de junho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
sexta-feira, 5 de junho de 2009
o amor me merece?
as palavras despencam no pensamento
o que hei de cantar quando o fim me cumprimentar?
o som mudo do amor incontido,
a miséria do frio em pleno calor.
serei eu cega ao olhar despido,
surda ao canto da chuva na terra.
dançarei em frente o espelho, cadenciadamente olhando a felicidade forçada
refletida nas unhas vermelhas e no copo de vinho,
na cor dos lábios e o rimel nos olhos.
nada natural, tudo invocado,
proporcional ao vazio,
ao copo vazio
ao co r po vazio
à alma arredia.
o que hei de cantar quando o fim me cumprimentar?
o som mudo do amor incontido,
a miséria do frio em pleno calor.
serei eu cega ao olhar despido,
surda ao canto da chuva na terra.
dançarei em frente o espelho, cadenciadamente olhando a felicidade forçada
refletida nas unhas vermelhas e no copo de vinho,
na cor dos lábios e o rimel nos olhos.
nada natural, tudo invocado,
proporcional ao vazio,
ao copo vazio
ao co r po vazio
à alma arredia.
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