terça-feira, 13 de dezembro de 2011

AUTO DE NATAL 2011

Por que é... NATAL?



Com o espetáculo "Por que é... NATAL?", o grupo TRIPÉ traz dentro de caixas contos/presentes que narrarão histórias vindas das tradições natalinas. Como "brincantes", os atores irão interagir com o público solicitando que escolham uma caixa-presente para ser aberta.


DATAS E LOCAIS DE APRESENTAÇÃO


16/12 - Praça Tubal Vilela


17/12 - Praça Paris/Roosevelt


18/12 - Praça Sérgio Pacheco


20/12 - Praça no bairro Minas Gerais


21/12 - Praça Clarimundo Carneiro


SEMPRE AS 18:30hrs!


ELENCO


Aline Jorge


Ana Zumpano


Cássio Machado


Daniela Reis


Jacqueline Carrijo


Thiago Di Guerra


FICHA TÉCNICA


Direção: Cássio Machado


Concepção: O grupo


Produção: O grupo


Coreografias: O grupo


Trilha sonora: Ricardim


Concepção de cenário, figurino e adereços: O grupo


Execução de cenário, figurino e adereços: Flávio Arciole


você tem 5 oportunidades para não ter desculpa de não comparecer!

domingo, 11 de setembro de 2011

o relógio, a geladeira e um coração

eu sempre tenho tantas pessoas dentro de mim
em algumas madrugadas
minha memória parece um filme
eu me repito (parece)
o passado parece quase sempre um estranho
acho que a gente devia ter o poder de nos observar
como se fossemos um estranho qualquer pelas ruas
quase sempre que eu durmo
eu sinto que me observo
só não sei se acontece
mesmo
o tempo tá dilatado
muito
é uma sensação curiosa, diria
essa mania de assistir meu filme
uma espécie de loucura silenciosa
o relógio, a geladeira e um coração
no espaço desses pensamentos
...
é como guardar esses sonhos
que acontecem nessas caminhadas
durante a noite
essas do quarto até a sacada
ou a cozinha
sei lá

quarta-feira, 4 de maio de 2011

aquela dívida

quando eu nasci,
dividiram minha vida
em "suaves" prestações,
365 PARCELAS AO ANO!
uma das minhas preocupações é:
serei eu capaz de quitar essa minha dívida ENORME?

sobre a saudade, por ele.

texto escrito em maio de 2008. já se passaram 3 anos, e hoje, mais que ontem e menos que amanhã, ele faz um falta danada!

.: algumas lembranças me deixam bem confusa diante dessa falta. como eu tinha pouca idade, as vezes me pergunto, se realmente aconteceu, ou se eu estou aumentando ainda mais essa saudade. naqueles últimos dias em que visitei você, meu coração batia bem apertado aqui dentro, e as lágrimas caiam de tanta dor, dor de ser inútil naquele instante, de saber que nem se eu lhe desse a mão (como antigamente) você ficaria de pé, seria uma tentativa sem solução igual a de falar, dar bom dia, perguntar se está tudo bem e esperar uma resposta tua, você só respondia com os olhos, e seu olhar trazia muita tristeza, dor e despedida. nessas horas os pensamentos torturam, e o arrependimento é algo inevitável. mas chorei foi de saudade, em momento algum de arrependimento, porque você já faz falta, e mesmo daquela forma difícil em que você estava vivendo, você estava ali presente, e eu com todo meu egoísmo ficaria feliz se por toda eternidade você continuasse ali, para que eu pudesse pelo menos resmungar algumas palavras, perguntar se você fez a barba, pedir a bênção, ou perguntar do jogo de futebol que passou ontem na televisão. foram anos, entrando em casa e repetindo as mesmas palavras: sua bênção! quando eu estava de saída gritava: sua bênção! fica com Deus! e ouvia já bem baixinho, perto do portão: sua bênção minha filha, vá com Deus! tanta saudade. gostava de sentar em seu colo, e pegar as balinhas de hortelã naquele bolso mágico, com balinhas e alguns trocados, que de vez em quando eu também ganhava pra comprar papel de carta. você passava o dia todo jogando dama comigo, me ensinou cada truque, e o mais importante: sempre me deixava ganhar! e eu sempre acreditava e ficava toda orgulhosa achando que tinha aprendido tão bem, que nem você ganhava mais de mim. sempre lhe dei a mão para ajudar a levantar da cadeira, sempre peguei um copo de água bem gelado pra você beber, sempre mudei o canal da televisão e deixei você assistir o jornal, ou seu futebol preferido. naquele dia no hospital, em que fiquei segurando sua mão e você abriu os olhos pra mim, soube que era temporário, e entendi que você voltaria apenas pra preparar um pouco mais nossos corações. descanse, como um grande homem merece. você se foi em paz, e deixou muita saudade. guardo na lembrança aquela nossa foto, em que coloquei uma peruca rastafari na sua careca e um berimbau em sua mão... eu com aquela cara de muleca, e aquela saia ridícula de vaquinha. que saudade vovô, pra sempre saudade :.

terça-feira, 5 de abril de 2011

diz muito.

abril: um mês nada doce de recordar.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Tomei muita chuva.
Ela disse, segurando seu vestido de lado e escondendo os pés respingados de terra.
Eu preferi não arriscar! Minha garganta estava inflamada semana passada.
Ele respondeu, com um copo de cerveja gelada na mão e os cabelos molhados. (risos)
Eu não sei se fico, ou se vou até lá para ouvir mais de perto.
Ela disse, olhando com olhos de tédio.
Se você disser que sim, podemos atravessar a rua correndo e procurar algum guarda chuva que a gente conheça por ali.
Ele respondeu, com um sorriso convidativo de quem queria sim se arriscar.

Fotos de pingos que batiam no chão e espirravam em seus pés.

Cuidado com o carro!
Ele disse.

Ela correu alguns passos e sorriu.
A tarde ia. O FIM de tarde ia.
Cuida de mim.
Ela disse medrosamente. (mas queria muito)
A LÁGRIMA
DILATA O TEMPO

.

O TEMPO
AFOGA AS LÁGRIMAS

auge

Gosto quando me sinto assim.
Ela disse.
Assim como?
Ele perguntou.
Não sei onde termina a minha perna, e onde começa a sua...
Ela respondeu, com a voz tímida. (tinha medo de falar aquilo)
Bonito isso. Como se fosse uma mesma "carne"...
Ele respondeu, seu coração acelerou muito.

Ela sabia. Sua cabeça estava encostada no peito dele, e seus ouvidos descobriram tudo!

diálogo? ela se perguntou.

Dói alguma coisa em você hoje?
Ela perguntou, com a pele mais rosada que ultimamente.
Dói muita coisa.
Ela respondeu, com os olhos ressecados.
Eu odeio meu silêncio.
Ela disse.
Seu silêncio com ele?
Ela perguntou.
Não. Meu silêncio comigo.
Ela respondeu.

Chovia o dia todo. Durante vários momentos ela amou muito. Definitivamente ela não sabia porque amava tanto aquelas pessoas, umas que ficavam, outras que passavam rapidamente.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

sentir - Conjugar (latim sentio, -ire, perceber pelos sentidos, perceber, pensar) v. tr.

1. Perceber por um dos sentidos; ter como sensação.
2. Perceber o que se passa em si; ter como sentimento. = experimentar
3. Ser sensível a; ser impressionado por.
4. Estar convencido ou persuadido de. = achar, considerar, julgar, pensar
5. Ter determinada opinião ou maneira de pensar sobre (algo ou alguém). = achar, considerar, julgar, reputar
6. Conhecer, notar, reconhecer.
7. Supor com certos fundamentos. = conjecturar!, prever
8. Aperceber-se de, dar fé ou notícia de. = perceber
9. Ter a consciência de. = perceber
10. Compreender, certificar-se de.
11. Adivinhar, pressagiar, pressentir.
12. Conhecer por certos indícios. = pressentir
13. Ouvir indistintamente. = entreouvir
14. Experimentar mudança ou alteração física ou moral por causa de. = ressentir
15. Sofrer as consequências de.
16. Sentir tristeza ou constrangimento em relação a; afligir-se por. = lamentar
17. Ressentir-se, melindrar-se ou ofender-se com (algo).
18. Bel.-art. Ter o sentimento estético.
19. Bel.-art. Saber traduzir por meio da arte.
v. intr.
20. Ter a faculdade de sentir.
21. Ter sensibilidade; ter alma sensível.
22. Sofrer.
v. pron.
23. Experimentar um sentimento ou uma sensação.
24. Ter a consciência de algum fenomeno ou do que se passa no interior de si mesmo. =reconhecer-se
25. Apreciar o seu estado físico ou moral. = crer-se, imaginar-se, julgar-se, reputar-se
26. Tomar algo como ofensa. = melindrar-se, ofender-se, ressentir-se
s. m.
27. Sentimento, sensibilidade.
28. Maneira de pensar ou de ver. = opinião, entender, parecer

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

a.v.e.s.s.o

o silêncio nunca foi tão pesado
me sinto em uma estrada qualquer, rodeada de malas e com uma mochila velha nas costas
venta
o instante é dilatado todo o tempo
caminha-se muito em pensamentos
mas
de fato
não se anda mais que do quarto até a cozinha
quando eu não sei onde vou chegar
interrompo a caminhada
agi assim desde sempre
é isso?
sentir-se como seu gato
ou
como seu peixe que espera atento
que alguém se lembre de trocar sua água suja por uma limpa
sem reação
bate saudade de coisas tão bestas
talvez eu seja mesmo besta
uso e abuso de memórias que me afetam
todo pensamento chega em forma de pergunta
o fluxo de tudo se torna o mais confuso
POSSÍVEL
estou do avesso.
talvez amanhã
ou depois
algumas pessoas possam notar

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

"Algum tempo atrás, talvez uns dias, eu era uma moça caminhando por um mundo de cores, com formas claras e tangíveis. Tudo era misterioso e havia algo oculto, adivinhar-lhe a natureza era um jogo para mim. Se você soubesse como é terrível obter o conhecimento de repente - como um relâmpago iluminando a Terra! Agora, vivo num planeta dolorido, transparente como gelo. É como se houvesse aprendido tudo de uma vez, numa questão de segundos. Minhas amigas e colegas tornaram-se mulheres lentamente. Eu envelheci em instantes e agora tudo está embotado e plano. Sei que não há nada escondido, se houvesse, eu veria". [Frida Kahlo]