segunda-feira, 4 de abril de 2011
diálogo? ela se perguntou.
Ela perguntou, com a pele mais rosada que ultimamente.
Dói muita coisa.
Ela respondeu, com os olhos ressecados.
Eu odeio meu silêncio.
Ela disse.
Seu silêncio com ele?
Ela perguntou.
Não. Meu silêncio comigo.
Ela respondeu.
Chovia o dia todo. Durante vários momentos ela amou muito. Definitivamente ela não sabia porque amava tanto aquelas pessoas, umas que ficavam, outras que passavam rapidamente.
quarta-feira, 2 de março de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
sentir - Conjugar (latim sentio, -ire, perceber pelos sentidos, perceber, pensar) v. tr.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
a.v.e.s.s.o
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Um instante concreto
me ligar no que existe de concreto nesse mundo
na natureza
que só revela
não esconde nada
me faz respirar mais fundo
é madura
inicia e termina seu ciclo
em S I
outro ritmo
as coisas não acontecem
se transformam
um ser, que são dois distintos e semelhantes
uma dupla de um?
antes de ser isso que sou agora
sempre fui eu
e não são poucos que me esperam para concluir ciclos
e mais ciclos, que se repetem
quando só,
me sinto no fluxo corrido do instante seguinte
e mudo muito
é um diálogo comigo mesma
e o mundo me choca contra os outros
que esperam uma explicação
quem acompanha e aceita meu ritmo?
é ilusão achar que se dança a dois?
eu danço o tempo todo
ali o ar era tão úmido
achei que tinha dito alguma palavra
mas não
o silêncio era a sinfonia mais bela já apreciada
umedeceu meus pulmões
banhou por dentro de mim
só o silêncio fala tanto assim comigo
quando mais perto de tocar as nuvens eu chego
mais eu me pergunto
como alguém pode viver sem experimentar?
eu senti que sou um anjo
cheia de humanidade
meu coração é puro e úmido
não vejo outro jeito de viver
é amor demais.
amor pelo bicho humano
pelo racional sensitivo
o caminho é bonito!
a paisagem é grátis!
A NATUREZA É CONCRETA.
é possível ainda se sentir em paz.
[Desligue a música, agora. Seja qual for, desligue. Contemple o momento presente dentro do silêncio mais absoluto. Mesmo fechando todas as janelas, eu sei, é difícil evitar esses ruídos vindos da rua. Os alarmes de automóveis que disparam de repente, as motos com seus escapamentos abertos, algum avião no céu, ou esses rumores desconhecidos que acontecem às vezes dentro das paredes dos apartamentos, principalmente onde habitam as pessoas solitárias. Mas não sinta solidão, não sinta nada: você só tem olhos que olham o momento presente, esteja ele — ou você — onde estiver. E não dói, não há nada que provoque dor nesse olhar. Não há memória, também. Você nunca o viu antes.] CaioF.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Osho
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
23=2+3=1+1+2+1=1+1+1+1+1=5voltasemtornodemimmesma
terça-feira, 28 de setembro de 2010
A Flor e A Náusea
Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cizenta.
Melancolias, mercadorias, espreitam-me.
Posso, sem armas, revoltar-me?
Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que triste são as coisas, consideradas em ênfase.
Vomitar este tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam pra casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.
Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
e dou a poucos uma esperança mínima.
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
É feia. Mas é realmente uma flor.
Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens macias avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
quantos dias faltam para primavera?
hoje cedo
c
a
i
u
do pé
expõe suas queimaduras
fere o papel
a mão machuca a flor
na indelicadeza do toque
dentre ruínas
algo prevalece
quem amaria teus defeitos e limitações mais do que eu?
encontrei o mapa das suas pintas
encontrei as sementes que nunca sentiram a terra
quanto vale a memória?
um dólar amassado na carteira?
"se eu sou algo incompreensível, meu Deus é mais"