segui a dica da Ju do Nassarlândia, achei muito interessante... entrem e descubram tbm que livro vocês são: que livro você é?
eu.
a paixão segundo GH, da clarice lispector.
"Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender.
Assim é também "A paixão segundo GH", obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única."
pois é...
sábado, 25 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
AMOR
“Este produto contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, e nicotina que causa
dependência física e/ou psíquica. Não existem níveis seguros para consumo desta
substância.”
dependência física e/ou psíquica. Não existem níveis seguros para consumo desta
substância.”
segunda-feira, 20 de abril de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
1604092344
pude andar por lá. no momento em que o grito ia nascer, a fonte esbanjou água e por detrás das lentes mornas do meu óculos pude libertar as mesmas antigas e cansadas lágrimas, sentia escorrer entres os dentes aquela mesma dor, que até hoje não se sabe se é dor ou saudade, tristeza ou apego ou qualquer outra coisa que é memória, viva ou morta que chega assim e mais tarde vai embora e nem mesmo se despede. em frente a porta eu enxergo meu rosto refletido naquele espelho, acima aquele quadro, com aquele mesmo poema que diz: "...este é o nosso destino: amor sem conta... doação ilimitada..." destino? amor? ilimitado? posso pintar minhas noites, memórias e depois o sono, que é igual onda de mar que leva tudo, mas quase sem querer cospe algumas partes de volta, cospe assim, nesse espaço, entre a porta e o espelho, entre o novo e o apego. E se. Mais que. Só. Sempre não é sempre, nem hoje, nem ontem, nem sempre será.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
Firmamento
descobri certos caminhos
atalhos que me levam
são risos intermináveis
fugimos para o silêncio
e o único espaço
é o de um piscar de olhos
breve
porque seu olhar
me enche de firmamentos
ele agora é mais completo
e me diz tanto que chegou hora
de descer no primeiro raio de sol
andar nas águas do sonho
e viver abraçada ao vento
com toda certeza
que couber no sentimento
atalhos que me levam
são risos intermináveis
fugimos para o silêncio
e o único espaço
é o de um piscar de olhos
breve
porque seu olhar
me enche de firmamentos
ele agora é mais completo
e me diz tanto que chegou hora
de descer no primeiro raio de sol
andar nas águas do sonho
e viver abraçada ao vento
com toda certeza
que couber no sentimento
quinta-feira, 12 de março de 2009
Rito
Cego os olhos do mundo
Eu sê inteira
só escuto batidas de tambores
sorrio pro dia
passo firme
viva na terra
Eu sê alegria
Eu sê inteira
Eu sê inteira
só escuto batidas de tambores
sorrio pro dia
passo firme
viva na terra
Eu sê alegria
Eu sê inteira
quinta-feira, 5 de março de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Fadiga
Estou cansada, tão cansada,
estou tão cansada! Que fiz eu?
Estive embalando, noite e dia,
um coração que não dormia
desde que seu amor morreu.
Eu lhe dizia: "Deixa a morte
levar teu amor! Não faz mal,
É mais belo esse heroísmo triste
de amar uma coisa que existe
só para morrer, afinal!"
"Deixa a morte...não chores...dorme!"
Noite e dia eu cantava assim.
Mas o coração não falava;
chorava baixinho, chorava,
mesmo como dentro de mim.
Era um coração de incertezas,
feito para não ser feliz;
querendo sempre mais que a vida -
sem termo, limite, medida,
como poucas vezes se quis.
O tempo era ríspido e amargo.
Vinha um negro vento do mar.
Tudo gritava, noite e dia,
e nunca ninguém ouviria
aquele coração chorar.
Uma noite, dentro da sombra,
dentro do choro, a sua voz
disse uma coisa inesperada,
que logo correu, derramada
num silêncio fino e veloz.
"Meu amor não morreu: perdeu-se.
Ele existe. Eu não o quero mais".
O choro foi levando o resto
Eu nem pude fazer um gesto,
e achei as horas desiguais.
E achei que o vento era mais forte,
que o frio causava aflição;
quis cantar, mas não foi preciso.
E o ar estava muito indeciso
para dar a vida a uma canção.
A sorte virara no tempo
como um navio sobre o mar.
O choro parou pela treva.
E agora não sei quem me leva
daqui para qualquer lugar,
onde eu não escute mais nada,
onde eu não saiba de niguém,
onde deite minha fadiga
e onde murmure uma cantiga
para ver se durmo também
(Cecília Meireles)
estou tão cansada! Que fiz eu?
Estive embalando, noite e dia,
um coração que não dormia
desde que seu amor morreu.
Eu lhe dizia: "Deixa a morte
levar teu amor! Não faz mal,
É mais belo esse heroísmo triste
de amar uma coisa que existe
só para morrer, afinal!"
"Deixa a morte...não chores...dorme!"
Noite e dia eu cantava assim.
Mas o coração não falava;
chorava baixinho, chorava,
mesmo como dentro de mim.
Era um coração de incertezas,
feito para não ser feliz;
querendo sempre mais que a vida -
sem termo, limite, medida,
como poucas vezes se quis.
O tempo era ríspido e amargo.
Vinha um negro vento do mar.
Tudo gritava, noite e dia,
e nunca ninguém ouviria
aquele coração chorar.
Uma noite, dentro da sombra,
dentro do choro, a sua voz
disse uma coisa inesperada,
que logo correu, derramada
num silêncio fino e veloz.
"Meu amor não morreu: perdeu-se.
Ele existe. Eu não o quero mais".
O choro foi levando o resto
Eu nem pude fazer um gesto,
e achei as horas desiguais.
E achei que o vento era mais forte,
que o frio causava aflição;
quis cantar, mas não foi preciso.
E o ar estava muito indeciso
para dar a vida a uma canção.
A sorte virara no tempo
como um navio sobre o mar.
O choro parou pela treva.
E agora não sei quem me leva
daqui para qualquer lugar,
onde eu não escute mais nada,
onde eu não saiba de niguém,
onde deite minha fadiga
e onde murmure uma cantiga
para ver se durmo também
(Cecília Meireles)
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
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