sábado, 3 de julho de 2010
2606102000
estiquei o lençol da cama, bem firme. guardei as pontas para dentro da cama e estiquei a manta de retalhos. nag champa. aquele cheiro que sempre se misturava ao cheiro do nosso amor. o som alto enquanto fazíamos almoço e você chamando sua mãe pra ver como eu fazia o arroz. que pretensão a sua, e a minha de invadir aquela cozinha. ainda me arriscava a cantar enquanto as coisas iam ficando prontas no fogão. me posicionar frente aquela sacada e ver as pessoas com sacolas andando na rua. lá eu nunca me esquecia do céu. duas ou três almofadas, seus cabelos no meu colo, sorriso sarcástico. o que será feito do amor antigo? você que inventou o pecado, esqueceu-se de inventar o perdão. a rosa é tão pequena em vista a um prédio. a saudade é sempre grande diante dos dias.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
EUXISTO
quebrei o único espelho:
mais 7 anos de azar?
não.
nada de procurar um significado pra tudo
aceito que algumas coisas EXISTEM.
esse sonho não traz morte
nem dinheiro
não vou ser tia, nem mãe agora.
eu ando assim pelo quarto
eu ando assim em mim
perco a chave, o chão
perco o começo e o fim
penso que isso foi por causa daquilo
e aquilo foi culpa disso
sintomas de saudade
quase sonhando
acordo no susto
hoje não quero explicação
olha,
hoje,
eu apenas
EXISTO.
sábado, 5 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
030610144500
me deu vontade de viver aquele momento com você.aquela viagem na chuva.mirava o céu quando a chuva chegava, vi o céu mudando sua cor, e o amor agora chovia.fiquei uns instantes com os braços para cima observando a chuva cair e sua face se estampava no céu.foi ainda ontem, na noite, que pensei tanto em você.de repente eu precisava em todos os instantes que você estivesse ali, sorrindo, na mesma temperatura, entendendo o que pra mim vale a pena.me vendo sentir.sentindo a noite que é minha maior descoberta.queria mostrar pra você uma das minhas partes.estávamos em sintonia na cor da noite.queria saber sobre o que estaríamos falando se estivéssemos lado a lado em qualquer canto, livres por aí.pensei e vivi inúmeras possibilidades desse nosso encontro.fiz café.me deliciei ouvindo a chuva e sentindo o cheiro do café invadindo o apartamento.só.tantos pensamentos.tantos desejos tão bonitos.de frente a sacada fechada por causa da chuva, assisti a chuva e você.entre o sabor do café e o trago de um cigarro.entre a chuva, o café e o trago de um cigarro foi a duração do nosso encontro.
[now, i'm gonna love you
'til de heaven stops the rain]
segunda-feira, 24 de maio de 2010
2105100003
a falta de sono me devora madrugada a dentro.construo diálogos intermináveis comigo mesma.tenho olhado pra você e tenho me visto.eu não tenho escolhido.tenho pensado, desejado.tenho reprimido, sufocado.virei vários restos de madrugadas cerrando os olhos e te desenhando na minha frente.a noiva morreu.sonhei com seu vestido queimado e seu buquê murcho compunha o resto do espaço.quem me jogou?você é cheiroso.toda vez que sinto você ao meu lado penso que você é cheiroso, perfumado não, cheiroso, o seu cheiro me embriaga.decifrar qualquer possibilidade.não, não é isso que eu quero.quero encontrar um meio de ir mais longe.ir mais longe por amar você.porque não tenho mais o chão apoiando meus pés.não pousarei tão cedo.será que o único caminho é ir?tudo vai fazer sentido depois que passar e eu perder a carona pro lado de lá?desejo.desejo.desejo.fico com a mala pronta todos os dias.quero ir.talvez eu esteja com a passagem nas mãos.ando nua nas ruas.usei roupas tanto tempo.estou um pouco assustada.acho que estou nascendo.lentamente.será que me permito?será que posso escolher?a mulher está imperfeita.será que estou vivendo a ilusão da necessidade?não quero ser cruel.apenas verdadeira.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
volto a viver nas madrugadas
renasce em mim todos aqueles silêncios
e retomo todas aquelas conversas com não sei quem
porque não há muitos que resistam ao peso da noite
nem eu resisto, eu olho pro infinito e nem enxergo mais seu início
porque a noite está bonita, o céu não chora
mas brota chuva em meus olhos
gozo da mais livre liberdade solitária
e me culpo porque não sei me sentir plena
é, não sei me alegrar em poder alçar voo
não sei ter a força de uma águia que devora o ar
e parece sorrir de tanto prazer de sentir o vento
eu queria mesmo era devorar esses corações conformados
esses amores que esperam
um dia é uma vida
uma noite é uma vida mais sofrida ainda
estou tentando plantar algo mais refinado
minhas simples miudezas se perdem
eu sei
eu tenho que querer mais do mundo
e de mim
renasce em mim todos aqueles silêncios
e retomo todas aquelas conversas com não sei quem
porque não há muitos que resistam ao peso da noite
nem eu resisto, eu olho pro infinito e nem enxergo mais seu início
porque a noite está bonita, o céu não chora
mas brota chuva em meus olhos
gozo da mais livre liberdade solitária
e me culpo porque não sei me sentir plena
é, não sei me alegrar em poder alçar voo
não sei ter a força de uma águia que devora o ar
e parece sorrir de tanto prazer de sentir o vento
eu queria mesmo era devorar esses corações conformados
esses amores que esperam
um dia é uma vida
uma noite é uma vida mais sofrida ainda
estou tentando plantar algo mais refinado
minhas simples miudezas se perdem
eu sei
eu tenho que querer mais do mundo
e de mim
quarta-feira, 10 de março de 2010
BASTA
me encontrei sem ritmo
pulsando na velocidade de uma alma perdida
que se desencontrou do sonho e se deixou cobrir até a cabeça
mas assim, nesse silêncio
respirando o úmido cheiro da noite
me encontro com o arrepio da minha pele
vejo o céu, as estrelas, a lua, os gestos, os risos...
alguém ali como eu, visceral
a loucura, a embriaguez
eu VIVO
o sangue está escorrendo das veias
vamos! porque muita coisa acontece em muito pouco tempo.
pulsando na velocidade de uma alma perdida
que se desencontrou do sonho e se deixou cobrir até a cabeça
mas assim, nesse silêncio
respirando o úmido cheiro da noite
me encontro com o arrepio da minha pele
vejo o céu, as estrelas, a lua, os gestos, os risos...
alguém ali como eu, visceral
a loucura, a embriaguez
eu VIVO
o sangue está escorrendo das veias
vamos! porque muita coisa acontece em muito pouco tempo.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
atravesso um pequeno espaço
com o medo de subir um morro
porque não sei qual o julgamento dos olhos teus
vejo que você está envelhecendo
cada dia mais
e sinto a tristeza de um menino
olhos fundos e rasos
não é como um sol sorrindo
indagações, suor nas mãos
sorrisos descontrolados
pensei em aparecer
e esmurrar a porta do seu quarto
bater até você abrir
e no abraço dizer
[I'm gonna love you
'Til the heaven stops the rain.
I'm gonna love you
'Til the stars fall from the sky
For you and I]
se não houvesse motivos
se eu não tivesse de explicar nada
dormir e acordar
eu queria essa loucura ontem
sem saber do depois
e sem lembrar do antes
sem lembrar de nada
me entregar ao primitivo instante
que me faria agir como um animal
no faro do desejo
louca
tentando trazer aquilo que havia de melhor em tudo
voltar no momento da foto
e registrar dois
em um futuro melhor
com o medo de subir um morro
porque não sei qual o julgamento dos olhos teus
vejo que você está envelhecendo
cada dia mais
e sinto a tristeza de um menino
olhos fundos e rasos
não é como um sol sorrindo
indagações, suor nas mãos
sorrisos descontrolados
pensei em aparecer
e esmurrar a porta do seu quarto
bater até você abrir
e no abraço dizer
[I'm gonna love you
'Til the heaven stops the rain.
I'm gonna love you
'Til the stars fall from the sky
For you and I]
se não houvesse motivos
se eu não tivesse de explicar nada
dormir e acordar
eu queria essa loucura ontem
sem saber do depois
e sem lembrar do antes
sem lembrar de nada
me entregar ao primitivo instante
que me faria agir como um animal
no faro do desejo
louca
tentando trazer aquilo que havia de melhor em tudo
voltar no momento da foto
e registrar dois
em um futuro melhor
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Acompanho faz 3 noites a transformação da lua cheia. Durante dias nada me soma. Parece que quero cair, buscar o fracasso que me faz surgir com um futuro de glória. A glória de cair, no presente em que não ouve-se nada. As tardes sem vento, as noites silenciosas. Penso que estou prestes a explodir nessa solidão que eu faço questão de criar. Movo os dias com a insatisfação.
*Enquanto dura a improvisação eu nasço. CL - Água Viva
*Enquanto dura a improvisação eu nasço. CL - Água Viva
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