segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
atravesso um pequeno espaço
com o medo de subir um morro
porque não sei qual o julgamento dos olhos teus
vejo que você está envelhecendo
cada dia mais
e sinto a tristeza de um menino
olhos fundos e rasos
não é como um sol sorrindo
indagações, suor nas mãos
sorrisos descontrolados
pensei em aparecer
e esmurrar a porta do seu quarto
bater até você abrir
e no abraço dizer
[I'm gonna love you
'Til the heaven stops the rain.
I'm gonna love you
'Til the stars fall from the sky
For you and I]
se não houvesse motivos
se eu não tivesse de explicar nada
dormir e acordar
eu queria essa loucura ontem
sem saber do depois
e sem lembrar do antes
sem lembrar de nada
me entregar ao primitivo instante
que me faria agir como um animal
no faro do desejo
louca
tentando trazer aquilo que havia de melhor em tudo
voltar no momento da foto
e registrar dois
em um futuro melhor
com o medo de subir um morro
porque não sei qual o julgamento dos olhos teus
vejo que você está envelhecendo
cada dia mais
e sinto a tristeza de um menino
olhos fundos e rasos
não é como um sol sorrindo
indagações, suor nas mãos
sorrisos descontrolados
pensei em aparecer
e esmurrar a porta do seu quarto
bater até você abrir
e no abraço dizer
[I'm gonna love you
'Til the heaven stops the rain.
I'm gonna love you
'Til the stars fall from the sky
For you and I]
se não houvesse motivos
se eu não tivesse de explicar nada
dormir e acordar
eu queria essa loucura ontem
sem saber do depois
e sem lembrar do antes
sem lembrar de nada
me entregar ao primitivo instante
que me faria agir como um animal
no faro do desejo
louca
tentando trazer aquilo que havia de melhor em tudo
voltar no momento da foto
e registrar dois
em um futuro melhor
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Acompanho faz 3 noites a transformação da lua cheia. Durante dias nada me soma. Parece que quero cair, buscar o fracasso que me faz surgir com um futuro de glória. A glória de cair, no presente em que não ouve-se nada. As tardes sem vento, as noites silenciosas. Penso que estou prestes a explodir nessa solidão que eu faço questão de criar. Movo os dias com a insatisfação.
*Enquanto dura a improvisação eu nasço. CL - Água Viva
*Enquanto dura a improvisação eu nasço. CL - Água Viva
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
sonhos...
"... o sonho é uma porta estreita, dissimulada no que tem a alma de mais obscuro e íntimo; abre-se sobre a noite original e cósmica que pré-formava a alma muito antes da existência da consciência do eu e que a perpetuará até muito além do que possa alcançar a consciência individual."
(C. G. Jung)
(C. G. Jung)
[os sonhos me perseguem
com cenas e imagens
que eu, talvez,
não queira presenciar mais]
com cenas e imagens
que eu, talvez,
não queira presenciar mais]
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
FRAME
desviar os olhos
não deixa dormente o peito
respirei todos seus pensamentos
trouxe pra perto
tudo aquilo que seus olhos
estavam com medo de dizer
girei
mas não perdi de vista
a perna tremeu muito
e ouvi sua voz o tempo todo
queria gritar
berrar:
mais que amor
mas eu disse:
você não manda mais em mim!
meus poros
liberaram toda a saudade
que eu sinto de você
sempre
independente
não deixa dormente o peito
respirei todos seus pensamentos
trouxe pra perto
tudo aquilo que seus olhos
estavam com medo de dizer
girei
mas não perdi de vista
a perna tremeu muito
e ouvi sua voz o tempo todo
queria gritar
berrar:
mais que amor
mas eu disse:
você não manda mais em mim!
meus poros
liberaram toda a saudade
que eu sinto de você
sempre
independente
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
RIMBAUD
Ela foi encontrada!
Quem? A eternidade.
É o mar misturado
Ao sol.
Minha alma imortal,
Cumpre a tua jura
Seja o sol estival
Ou a noite pura.
Pois tu me liberas
Das humanas quimeras,
Dos anseios vãos!
Tu voas então...
— Jamais a esperança.
Sem movimento.
Ciência e paciência,
O suplício é lento.
Que venha a manhã,
Com brasas de satã,
O dever
É vosso ardor.
Ela foi encontrada!
Quem? A eternidade.
É o mar misturado
Ao sol.
Quem? A eternidade.
É o mar misturado
Ao sol.
Minha alma imortal,
Cumpre a tua jura
Seja o sol estival
Ou a noite pura.
Pois tu me liberas
Das humanas quimeras,
Dos anseios vãos!
Tu voas então...
— Jamais a esperança.
Sem movimento.
Ciência e paciência,
O suplício é lento.
Que venha a manhã,
Com brasas de satã,
O dever
É vosso ardor.
Ela foi encontrada!
Quem? A eternidade.
É o mar misturado
Ao sol.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
.me misturei tarde dessas em você tudo espalhado pelo chão e quando eu olhava lá de fora da sacada via tudo tão miudinho que até confudia você me desorganiza e eu gosto disso mas não gosto quando tudo fica do outro lado do lado silencioso do mundo e eu não durmo penso descontrolavelmente e me sinto sozinha porque é tão silencioso as vezes só que nessas manhãs cinzentas quando eu abro a janela e não vejo o sol eu ouço o barulho dos carros e tento não ser tão silenciosa tento voltar pro lado de cá porque sei que aqui posso me acolher enxergo dentro dos olhos teus almofadas macias, mar calmo e morno pra me receber e aquele gemido que vem de longe assustar os cabelos que repousam leves no teu peito fica mudo e silencioso vai embora junto com suas assombrações.
sábado, 12 de dezembro de 2009
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
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